Os cristãos, em tese, deveriam ser as pessoas com as mais altas aspirações enquanto nesta vida. Não falo de conquistas financeiras, mas de vida com qualidade superior apesar de circunstâncias adversas e desafios contrários que possam se apresentar em sua caminhada. A nossa percepção de realidade deve ser voltada para o alto. Nossa visão de existência deve ser de Reino de Deus. Nossa construção de vida deve ser na Rocha, em Cristo. A pauta cotidiana de nossas rotinas deve ser o Evangelho e sua Justiça. Quando é esta a atmosfera que nos envolve, quando é esta a perspectiva a nos conduzir obtemos o prumo de uma vida que provém do alto, em vez da mediocridade que exalamos quando verticalizamos nossas experiências.
Os não - cristãos há muito
perceberam isto. A ciência aponta a superior qualidade de vida de quem exerce
uma fé cristã autêntica. No entanto, aqueles que se apresentam como cristãos
insistem em viver uma experiência medíocre de fé e esperança. Deus, através do
profeta Isaias já advertia o seu povo quanto à insistência de não crer em sua
constante ação abençoadora: “O boi
conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono de sua manjedoura; mas Israel não
tem conhecimento, o meu povo não entende” (Isaias 1.3).
Insistimos mais em nossas
divisões religiosas, políticas e ideológicas do que na unidade da fé em Cristo.
Estamos apegados mais em nossa gana por sucesso e poder do que em buscar o
Reino de Deus e a sua Justiça. Estamos cegos com nossas manias e fetiches
prazeirosos do que compreender o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e
agradável a Deus - um culto racional, usando as palavras do apóstolo Paulo.
No entanto, nos identificamos
como cristãos.
Não é triste?!?
Porém, nem tudo está perdido.
Podemos obter uma qualidade
de vida condigna com a proposta vocativa do Evangelho: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (João
10.10b). Não existe lugar no cristianismo de Jesus Cristo para a curtição da
tristeza comiserada, para a amargura radicalizada, para a falência espiritual
comum e habitual em nossa geração. Há, todavia, um conserto, um caminho, uma
disciplina a ser buscada.
Será para todos???
“Todos
quanto o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber os
que crêem em seu Nome” (João 1.12).
“E
acontecerá que todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo” (Atos 2.21).
Mesmo que apenas uma parte
dos que se digam cristão o seja de fato, toda a sociedade torna-se recebedora
dos resultados de uma vida que busca as virtudes do alto.
Portanto, para obtermos o
modus operandi de uma vida que fixa sua direção no Eterno, no alto, temos que
nos dedicar a alguns exercícios:
Realizar constantemente um
auto-exame de suas ações e reações (Salmos 32.1-6; 1ª Coríntios 11.28);
Não prender-se ao passado nem
oprimir-se pelo futuro (Mateus 6.25-34; Filipenses 3.13,14);
Crer em Deus através de
Cristo Jesus (João 3.16; João 14.6);
Manter a prática diária da
leitura bíblica, pois te torna sábio pra a salvação (2ª Tm 3.14-17);
Manter uma rotina constante
de oração (Lucas 18.1; 1ª Tessalonicenses 5.17);
Estar sensível a manifestação
do Espírito Santo em seu espírito (Romanos 8.16);
Não apenas viver em uma
“igreja”, mas conviver na Igreja de Cristo (Atos 2.42-47);
Planejar, organizar e
racionalizar suas despesas. Faça orçamento familiar (Lucas 14.28-32);
Não viva por vista, mas pela
fé (Romanos 1.17; Hebreus 11.6);
Não guarde rancor, mas perdoe
sempre (Mateus 18.21,22; Efésios 4.26);
Organize seu tempo (Eclesiastes
3.1-8):
Cuide de você e da sua
família (Efésio 5.22-6.1-4; 1ª Timóteo 4.16);
Alimente a esperança no
retorno do Rei (Mateus 24.31,31).
Além do rol descrito acima,
possamos buscar as virtudes recomendadas pelo apóstolo Paulo (Colossenses
3.1-17), para que possamos ser curados das doenças que tornam a nossa vida
medíocre, a saber: egoísmo, egocentrismo, ceticismo, partidarismo,
insensibilidade, desânimo, etc.
Em Cristo, que nos conduz em
triunfo.
pb Jofre Garcia
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