quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Obtendo a Vida do Alto e Não a Mediocridade



Os cristãos, em tese, deveriam ser as pessoas com as mais altas aspirações enquanto nesta vida. Não falo de conquistas financeiras, mas de vida com qualidade superior apesar de circunstâncias adversas e desafios contrários que possam se apresentar em sua caminhada. A nossa percepção de realidade deve ser voltada para o alto. Nossa visão de existência deve ser de Reino de Deus. Nossa construção de vida deve ser na Rocha, em Cristo. A pauta cotidiana de nossas rotinas deve ser o Evangelho e sua Justiça. Quando é esta a atmosfera que nos envolve, quando é esta a perspectiva a nos conduzir obtemos o prumo de uma vida que provém do alto, em vez da mediocridade que exalamos quando verticalizamos nossas experiências.

Os não - cristãos há muito perceberam isto. A ciência aponta a superior qualidade de vida de quem exerce uma fé cristã autêntica. No entanto, aqueles que se apresentam como cristãos insistem em viver uma experiência medíocre de fé e esperança. Deus, através do profeta Isaias já advertia o seu povo quanto à insistência de não crer em sua constante ação abençoadora: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono de sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende” (Isaias 1.3).
Insistimos mais em nossas divisões religiosas, políticas e ideológicas do que na unidade da fé em Cristo. Estamos apegados mais em nossa gana por sucesso e poder do que em buscar o Reino de Deus e a sua Justiça. Estamos cegos com nossas manias e fetiches prazeirosos do que compreender o nosso corpo como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus - um culto racional, usando as palavras do apóstolo Paulo.
No entanto, nos identificamos como cristãos.
Não é triste?!?
Porém, nem tudo está perdido.
Podemos obter uma qualidade de vida condigna com a proposta vocativa do Evangelho: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (João 10.10b). Não existe lugar no cristianismo de Jesus Cristo para a curtição da tristeza comiserada, para a amargura radicalizada, para a falência espiritual comum e habitual em nossa geração. Há, todavia, um conserto, um caminho, uma disciplina a ser buscada.
Será para todos???
“Todos quanto o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber os que crêem  em seu Nome” (João 1.12).
“E acontecerá que todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo” (Atos 2.21).
Mesmo que apenas uma parte dos que se digam cristão o seja de fato, toda a sociedade torna-se recebedora dos resultados de uma vida que busca as virtudes do alto.    
Portanto, para obtermos o modus operandi de uma vida que fixa sua direção no Eterno, no alto, temos que nos dedicar a alguns exercícios:
Realizar constantemente um auto-exame de suas ações e reações (Salmos 32.1-6; 1ª Coríntios 11.28);
Não prender-se ao passado nem oprimir-se pelo futuro (Mateus 6.25-34; Filipenses 3.13,14);
Crer em Deus através de Cristo Jesus (João 3.16; João 14.6);
Manter a prática diária da leitura bíblica, pois te torna sábio pra a salvação (2ª Tm 3.14-17);
Manter uma rotina constante de oração (Lucas 18.1; 1ª Tessalonicenses 5.17);
Estar sensível a manifestação do Espírito Santo em seu espírito (Romanos 8.16);
Não apenas viver em uma “igreja”, mas conviver na Igreja de Cristo (Atos 2.42-47);
Planejar, organizar e racionalizar suas despesas. Faça orçamento familiar (Lucas 14.28-32);
Não viva por vista, mas pela fé (Romanos 1.17; Hebreus 11.6);
Não guarde rancor, mas perdoe sempre (Mateus 18.21,22; Efésios 4.26);
Organize seu tempo (Eclesiastes 3.1-8):
Cuide de você e da sua família (Efésio 5.22-6.1-4; 1ª Timóteo 4.16);
Alimente a esperança no retorno do Rei (Mateus 24.31,31).
Além do rol descrito acima, possamos buscar as virtudes recomendadas pelo apóstolo Paulo (Colossenses 3.1-17), para que possamos ser curados das doenças que tornam a nossa vida medíocre, a saber: egoísmo, egocentrismo, ceticismo, partidarismo, insensibilidade, desânimo, etc.
Em Cristo, que nos conduz em triunfo.

pb Jofre Garcia

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Prosseguindo Para o Alvo



“Prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”
          (Filipenses 3.14)
O passado deve ser visto como uma escola permanente, pois através das nossas experiências passadas podemos caminhar em passos de maior discernimento. Isto dito, por que não podemos mudar o passado, mas podemos construir o futuro no terreno do hoje, aplicando nossa história de vida e aprendizado para evitarmos que haja erros corriqueiros e recorrentes que tanto atrapalham a caminhada e o equilíbrio cristão.
É certo que não foi possível realizarmos tudo o que planejamos, e tudo que queríamos fazer em 2012, é certo também que o que realizamos foi com um imenso amor e vontade de ver crescer o Reino de Deus, tendo a UPH da IPG como um instrumento para tal grandiosa Obra: a edificação da Igreja!
Contudo, um novo ano aproxima-se, e com ele, novos desafios para a Igreja do Senhor e para esta UPH. Precisamos fortalecer cada vez mais os nossos laços fraternos e a disposição para servir o Senhor, e para que isso se torne uma realidade precisamos recorrer ao nosso Deus em oração, jejuns e praticas de obras que glorifiquem seu Nome. Portanto, convoco a todos para que em união, amor, fé e esperança; focalizemos o alvo: Jesus! E assim, façamos um grande trabalho.
E para fazermos esse trabalho consideremos algumas questões:
Não ficar preso ao passado.
Quando mantemos um relacionamento com o passado diferente daquele que o Senhor determina em sua Palavra, criamos uma situação de doença e um aprisionamento de alma que corrói a nossa disposição e paralisa nossa capacidade de pensar o hoje em vista do amanhã . Podemos ficar aprisionados nostalgicamente nos projetos que deram certo e não mais enxergarmos a necessidade de agora. Ou então, os erros do tempo anterior, nos limitar as ações que precisam ser executadas no tempo hoje (Esdras 3.12).
Nenhum desses dos dois tipos de relacionamentos devem ser cultivados por quem deseja servir ao Senhor. Olhemos para o passado como quem olha no retrovisor, mas sem tirar os olhos da estrada a sua frente. O que passou é uma caixa de experiência a quem devemos recorrer para que, no hoje, o futuro seja construído (Salmos 126.4-6; 2ª Coríntios 5.17).
Não ter medo dos desafios.
Enfrentar desafios é uma característica daquele que serve ao Senhor. Devemos ter em mente que eles estão aí para serem vencidos e não para nos destruir. Os poucos irmãos da Igreja Primitiva abalaram o mundo com a pregação do Evangelho (Atos 17.6). Possamos nós, na força e no poder do Senhor prosseguir com essa pregação e transtornar a nossa terra com o poder da Palavra de Deus, anunciando seu Reino para o resgate daqueles que foram destinados para a salvação.
Os desafios são muitos e difíceis, mas não sãos impossíveis, e quando colocamos em oração e lançamos n’Ele todas as nossas expectativas, o Deus dos impossíveis nos mostra horizontes descortinados que jamais imaginávamos alcançar (1ª Coríntios 2.9).
Não Trabalhar Só
Certa vez, Paul Tournier, falou acertadamente sobre a Igreja:
“Há duas coisas que não podemos fazer sozinhos: a primeira coisa é casar; a segunda é ser cristão”.
Ninguém pode ser cristão sozinho, uma das expressões mais repetida como mandamento no Novo Testamento é a que afirma a necessidade de “uns com os outros”. Só amamos a Deus se amarmos uns aos outros (1ª João 4.7-8), somos conhecidos como discípulos de Cristo pelo amor que tivermos uns pelos outros (João 13.35), devemos ter o mesmo sentimento (Romanos 12.16), nosso princípio quanto aos valores pessoas deve estar contido nessa ordem de uns com os outros (Filipenses 2.3), nossa aceitação mútua (Romanos 15.7), etc.
Dessa forma, quero conclamar a todos da UPH que unamos as mãos e trabalhemos unidos no mesmo propósito e com a mesma visão missionária, todos ajudando e sendo ajudados. Ninguém deve trabalho só, ficar só, viver só, mas devemos estar uns com os outros sempre.
Portanto, o ano novo está chegando e temos 365 dias para fazer a UPH valer apena.
E como fazer isso?
Tendo como alvo o prêmio da soberana vocação em Cristo Jesus, nosso Senhor, que nos conquistou para que possamos conquistar (Filipenses 3.12,14), e fazer todas as nossas ações para a sua glória (1ª Coríntios 10.31).
Em Cristo, na Fé e no Caminho.

pb Jofre Garcia
Presidente p/2013

Frustração



“E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente e viemos para adorá-lo” Mateus 2.2

Quando criança eu não gostava do Natal.  “É a festa dos ricos!” Costumava dizer minha mãe.
De fato, tudo no marketing do comércio natalino é feito para quem dispõe do poder aquisitivo oriundo do vil metal. Nos anúncios carregados da cultura do norte da Europa e da cultura americana, onde famílias divertiam-se trocando presentes em volta da lareira.
Não recebia presente no Natal, e embora houvesse uma tênue esperança da visita de um cara estranho, vestido de vermelho, num trenó puxado por renas, que respondia pela alcunha de Papai Noel; que eu via nas propagandas comerciais, ele nunca nos visitava. Meu irmão dizia que era por que não tínhamos lareiras, nem janelas onde por as meias na noite do Natal. Nossas meias eram bem pequenas e surradas, algumas até furadas. Talvez fosse por isso que não coubesse nenhuma lembrancinha.
É, e mesmo esse cara a quem chamavam de “bom velhinho”, e que provavelmente distribuía presentes de graça, inexplicavelmente, “só dava presentes para os que podiam comprar”, pensei assim muitas vezes.
Lembrando desses pensamentos infantis e vendo a selvageria comercial que se transformou não apenas o Natal, ma qualquer festividade cristã, fico a pensar na frustração de milhões que atingidos por este tipo mensagem aludem a um Jesus abastado sendo recebido com vivas e folguedos pelo seu povo quando nasceu.
Quando aprendi a ler e conheci a história do Natal de Jesus Cristo, pude então ser liberto do sentimento negativo que dispensava a ele, porque entendi a frustração foi à marca presente quando o Salvador nasceu.
Imagine a frustração dos magos do oriente: pensavam que trariam uma notícia festiva para Jerusalém, mas trouxeram medo e alarme para aquele povo, e em seguida, o assassinato das crianças em Belém Efrata (Mateus 2.16-18). Foi com dificuldades que José e Maria passaram aqueles tempos e, acolhida alguma receberam dos concidadãos mesmo ela estando em vias de dar a luz. Eles eram pobres. A oferta pelo resgate do primogênito que eles apresentaram no Templo, quando da consagração de Jesus foi um par de rolinhas, a oferta dos pobres (Levítico 12.8; Lucas 2.22-24).
Quando a nossa percepção do que se deu nessa noite única, quando nossa perspectiva não vai alem do natural humano, quando nossa fé é só uma crença abstrata, o Natal é tempo de Frustração, mas quando sabemos que se trata do Redentor prometido, vindo para esmagar a cabeça da serpente em sacrifício perfeito e cabal. Quando a manjedoura é o anúncio da cruz, o Natal é o tempo de nos voltarmos para o Deus que se fez carne para salvar os que crêem.

Que você tenha tido um feliz Natal! Natal de Jesus Cristo. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

Os Sustos de Maria




"E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo” Lucas 1.28
A cena da anunciação do nascimento de Cristo transcende graça, misericórdia e beleza divina. O mesmo anjo (Gabriel) que anunciara a Zacarias o fim da esterilidade de Isabel, sua esposa, anuncia a jovem Maria, não o nascimento de um proeminente personagem da história, mas a chegada de Jesus, o Filho de Deus (Lucas 1.31,35).
No entanto, quando nos reportamos para a pequena Nazaré, na Galiléia dos tempos bíblicos somos levados a considerar os sustos da jovem Maria diante do anjo Gabriel e sua maravilhosa Boa Nova.
A saudação que lhe é feita é uma quebra na tradição e cultura daquele povo que nutria pouco valor a mulher, mesmo que na profecia de Gênesis seja a semente da mulher e não a do homem a esmagar a cabeça da serpente (Gênesis 3.15). Não era lícito saudar uma mulher com tão grande honra e desvelo, como a anjo a saúda, é uma saudação típica que se fazia a um homem, no entanto, o mensageiro de Deus quebra os protocolos humanos e mesquinhos para mostrar sua grandeza e misericórdia.
 A reação temerosa de Maria se dá por conta de sua natureza humana, ou seja, sua condição natural de pecadora, que diante de um enviando de Deus ficamos temerosos, por isso a necessidade de palavras tranqüilizadoras do anjo (Lucas 1.30), pois, é comum nas manifestações dos seres celestiais com o que é humano acalmá-lo.
Mas os sustos não pararam, uma Boa Nova traz nova preocupação para a jovem de Nazaré: ela conceberia estando virgem! “Como se dará tal coisa” perguntava-se Maria atônica com tais palavras. O anjo Gabriel mais uma vez lhe acalma e revela o agir de Deus sobre ela.
Então, mais um susto: o filho que geraria no seu ventre seria o Messias que os profetas anunciaram e que o povo de Israel espera ansiosamente. O filho gerado em seu vente era o próprio Deus encarnando-se no humano para salvar o seu povo.
Gabriel encerra seu anuncio lembrando a Maria que a Deu pertence o atributo de Todo Poder, não havendo para Ele nenhum impossível.
Todo e qualquer temor daquela jovem escolhida foi transformado em alegria e júbilo, e diferentemente de Zacarias, que duvidou, Maria crê e responde a Deus com fé, e inteira entrega de si mesmo ao plano que Ele havia estabelecido: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra”.
Que no Tempo do Advento creiamos na Palavra de Deus, e tenhamos a coragem e a fé, da jovem Maria de Nazaré, e assim dizer: “Aqui estou, Senhor, a teu serviço!”.
Feliz Natal! Natal de Jesus Cristo.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Colheita Diária nº 15: Um Sinal de Fé


“Todavia, ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas venham a realizar-se; porquanto não acreditaste nas minhas palavras, as quais, a seu tempo, se cumprirão”  Lucas 1.20
A plenitude dos tempos havia chegado, Deus engendra a história para que aconteça cumprindo o propósito estabelecido antes da fundação do mundo e posto em execução no momento em que Ele pré-determinara.
Havia quase 400 anos em que a voz profética da parte de Deus não se ouvia em Israel, o país padecia sob o domínio e a ocupação romana, a sociedade se corrompia com os costumes trazidos pelos mais variados povos, a religiosidade era dividida em facções antagônicas e fundamentalistas, e o povo simples sofria pela sobrevivência diária em meio a um sistema corrompido.
Nesse conturbado contexto vamos conhecer um casal improvável, para uma surpreendente história: Zacarias e Isabel.
Eles formavam um casal idoso e Lucas nos informa que eram de uma linhagem sacerdotal pura, sendo ele sacerdote e ela “das filhas Arão”, ou seja, de descendência levita (Lucas 1.5).  Procuravam viver uma vida digna de tal forma que eram irrepreensíveis no tocante ao exercício de se aplicarem na Lei do Senhor. No entanto, não era compreensível aos olhos humanos viverem a tragédia da infertilidade sendo os dois de avançada idade (Lucas 1.7), tida como punição de Deus e causadora da perda da benção prometida (Gênesis 1.28). E, assim, aquele casal caminhava para o descanso do corpo em vergonhosa aflição.
Mas Deus tinha outro plano...
Eis que lhe coube a honraria entre os sacerdotes de adentrar no adentrar no Santo dos Santos para queima do incenso e uma Boa Nova lhe aguardava por meio do anjo Gabriel. Atônito, Zacarias houve a promessa do mensageiro e lhe pede um sinal (Lucas 1.18), o que não lhe era permitido.
Por quê?
Porque a história de Israel é testemunha do agir no impossível do seu Deus. Bastava-lhe lembrar de Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Jacó e Raquel, Elcana e Ana, etc. Bastava-lhe saber que Gabriel significa: “o homem forte de Deus”. Bastava-lhe crer no seu Deus. A punição de Zacarias é misericordiosa, pois, serviu também como sinal da Boa Nova que da parte de Deus lhe viera: não apenas teriam um filho, mas geraria o precursor do Messias, do Salvador.
O Tempo do Advento nos chama a fé no Deus revelado em sua Palavra, a Bíblia.
Feliz Natal! Natal de Jesus Cristo.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Colheita Diária nº 14: O Sinal da Estrela: Os Céus Se Manifestam



“E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo”  Mateus 2.10
A natureza em si manifesta uma proclamação  aquEle por quem ela veio existir (Salmos 19.1-4). A narrativa bíblica sempre demonstra Deus como o Senhor da natureza e de todos os seus sistemas. Ela foi criada para a glória de Deus e lhe obedece em seus propósitos, por isso Ele fez o mar se abrir e somente Israel passar, abriu as comportas das águas e a terra foi inundada pelo dilúvio, ordenou sete anos de fartura seguidos por sete anos de seca e miséria poupando o Egito por amor ao seu povo, fez descer fogo do céu e consumir o sacrifício de Elias no monte, e etc.
Com a chegada do Rei Jesus, Deus Encarnado os céus se manifestam e no oriente surge o sinal da Estrela Messiânica. Se levarmos em conta que cabiam aos sábios orientais o estudo da astronomia - ciência bastante desenvolvida entre os persas babilônicos, terra de origem dos magos que visitaram o Cristo - o sinal se deu no Cosmos e não foi percebido pelos outros estudiosos, nem mesmo pelos severos interpretes da Lei, os escribas e fariseus de Judá.
O sinal foi notório não cabendo lugar para dúvida ou interpretações dúbias.
Era o sinal da chegada de um rei, não um rei qualquer, mas O Rei chegava e era necessário prestar-lhes honra e adoração, e aqueles homens largaram seus importantes afazerem nas cortes em que serviam e partiram ao encontro daquEle por quem os céus manifestavam o sinal de Deus.
A história desse sinal se torna mais divinamente misterioso e introspectivo quando a estrela lhes serve de guia até o local onde o Rei Jesus se encontrava. Divino porque Deus se dava a conhecer a quem Ele queria, pois nem os sábio de Israel a perceberam ou se alegraram com a notícia. Misterioso porque o fenômeno antes no Cosmos era agora, algo bem perto e em movimento, rumo ao alvo específico: O Menino. Parando onde Ele estava. Introspectivo porque apesar de Belém distar apenas 8 km de Jerusalém, somente pelos magos do oriente ela era percebida, pela qual se encheram de grande e intenso júbilo (Mateus 2.9-10). Essa expressão é a maior descrição de alegria que Mateus cita em seu Evangelho.
A estrela era vista não com os olhos naturais, mas pelos olhos da fé!
Os céus se manifestaram no Tempo do Advento, e Deus, por seu Espírito nos soprou as Escrituras Sagradas que d’Ele testificam. A Bíblia não pode ser compreendida pelo homem natural, somente pelos nascidos do alto, na regeneração do Espírito Santo é possível compreendê-la. E assim como a estrela guia dos magos, a Bíblia nos conduz a Cristo, e ao encontrá-lo (ou quando somos encontrados por Ele) deve acontecer em nós um grande e intenso júbilo, pois Jesus é a maior alegria do crente!
Feliz Natal! Natal de Jesus Cristo.        

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Colheita Diária nº 13: Adoraram O Menino




Adoraram O Menino
“Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra”
 Mateus 2.11
A visita dos magos do oriente ao Rei Jesus foi notabilizada por cenas que ficaram gravadas no imaginário e na história da Redenção. É de causar surpresa e indignação as reações de espanto e rejeição que as autoridades tiveram sobre a notícia da chegada do Messias esperado. Notícia esta que chegava por meio de estrangeiros e desconhecidos.
Para os habitantes de Jerusalém, pareceu-lhes uma história surpreendente (Mateus 2.3). O sinal da estrela no céu foi visto no oriente distante, mas não foi percebido em Israel (Mateus 2.2b). Havia uma estrela, ou algo que brilhava como tal, que guiava os magos, mas não era percebida por nenhuma habitante de Judá (Mateus 2.9). Apesar da profecia de Miquéias 5.2 e da notícia ter se espalhado por Jerusalém, ninguém foi a Belém verificar os fatos, somente os magos (Mateus 2.6).   
Porém, uma das cenas mais marcante e significativa da visita dos magos orientais a Jesus foi, quando, em fim, chegaram ao local onde o Rei se encontrava, ali prestaram uma adoração e, essa adoração foi exclusiva a Ele, não tendo outra pessoa ou elemento digno de recebê-la, somente Jesus.
E Ele, ainda era uma criancinha, dependente dos cuidados da mãe e dos provimentos do pai adotivo, não havia feito milagre algum, não havia pregado nenhum sermão, não havia ensinado nenhuma doutrina, não havia chamado nenhum apóstolo. Era apenas uma criança, mas era o Deus Conosco, o Rei Messias o Santo de Israel, digno da adoração, honra e louvor. Diante de Cristo não cabe lugar para nenhuma adoração que não seja dirigida a Ele, nenhuma idolatria é permitida.
 Além disto, outros detalhes presentes nesta cena são dignos de notas: o primeiro é a ausência de José, talvez tenha ficado fora da casa, ou tenha sido evitado intencionalmente por Mateus para realçar a paternidade sobrenaturalmente divina. O segundo é a presença de Maria, citada com ênfase: “com Maria, sua mãe”, no entanto, jamais como objeto de culto nem de adoração.  Os magos a viram perceberam quem era, mas somente a Jesus adoraram e lhes ofereceram as ofertas (Mateus 2.11).
Que no tempo do Advento tenhamos claramente esta lição para nossa vida diária na caminhada da fé em Cristo Jesus: nada deve ocupar o nosso culto, nem a nossa adoração, toda a nossa vida e a vida de nossa Igreja tem que ser Cristocêntrica. Músicas, pregações, doutrinas, algum tipo de arte cristã deve ter o Cristo como alvo, pois somente Ele é o Deus Conosco que nos salva.
Feliz Natal! Natal de Jesus Cristo.