sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Colheita Diária nº 14: O Sinal da Estrela: Os Céus Se Manifestam



“E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo”  Mateus 2.10
A natureza em si manifesta uma proclamação  aquEle por quem ela veio existir (Salmos 19.1-4). A narrativa bíblica sempre demonstra Deus como o Senhor da natureza e de todos os seus sistemas. Ela foi criada para a glória de Deus e lhe obedece em seus propósitos, por isso Ele fez o mar se abrir e somente Israel passar, abriu as comportas das águas e a terra foi inundada pelo dilúvio, ordenou sete anos de fartura seguidos por sete anos de seca e miséria poupando o Egito por amor ao seu povo, fez descer fogo do céu e consumir o sacrifício de Elias no monte, e etc.
Com a chegada do Rei Jesus, Deus Encarnado os céus se manifestam e no oriente surge o sinal da Estrela Messiânica. Se levarmos em conta que cabiam aos sábios orientais o estudo da astronomia - ciência bastante desenvolvida entre os persas babilônicos, terra de origem dos magos que visitaram o Cristo - o sinal se deu no Cosmos e não foi percebido pelos outros estudiosos, nem mesmo pelos severos interpretes da Lei, os escribas e fariseus de Judá.
O sinal foi notório não cabendo lugar para dúvida ou interpretações dúbias.
Era o sinal da chegada de um rei, não um rei qualquer, mas O Rei chegava e era necessário prestar-lhes honra e adoração, e aqueles homens largaram seus importantes afazerem nas cortes em que serviam e partiram ao encontro daquEle por quem os céus manifestavam o sinal de Deus.
A história desse sinal se torna mais divinamente misterioso e introspectivo quando a estrela lhes serve de guia até o local onde o Rei Jesus se encontrava. Divino porque Deus se dava a conhecer a quem Ele queria, pois nem os sábio de Israel a perceberam ou se alegraram com a notícia. Misterioso porque o fenômeno antes no Cosmos era agora, algo bem perto e em movimento, rumo ao alvo específico: O Menino. Parando onde Ele estava. Introspectivo porque apesar de Belém distar apenas 8 km de Jerusalém, somente pelos magos do oriente ela era percebida, pela qual se encheram de grande e intenso júbilo (Mateus 2.9-10). Essa expressão é a maior descrição de alegria que Mateus cita em seu Evangelho.
A estrela era vista não com os olhos naturais, mas pelos olhos da fé!
Os céus se manifestaram no Tempo do Advento, e Deus, por seu Espírito nos soprou as Escrituras Sagradas que d’Ele testificam. A Bíblia não pode ser compreendida pelo homem natural, somente pelos nascidos do alto, na regeneração do Espírito Santo é possível compreendê-la. E assim como a estrela guia dos magos, a Bíblia nos conduz a Cristo, e ao encontrá-lo (ou quando somos encontrados por Ele) deve acontecer em nós um grande e intenso júbilo, pois Jesus é a maior alegria do crente!
Feliz Natal! Natal de Jesus Cristo.        

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