“E,
vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo” Mateus 2.10
A natureza em si manifesta
uma proclamação aquEle por quem ela veio
existir (Salmos 19.1-4). A narrativa bíblica sempre demonstra Deus como o
Senhor da natureza e de todos os seus sistemas. Ela foi criada para a glória de
Deus e lhe obedece em seus propósitos, por isso Ele fez o mar se abrir e
somente Israel passar, abriu as comportas das águas e a terra foi inundada pelo
dilúvio, ordenou sete anos de fartura seguidos por sete anos de seca e miséria
poupando o Egito por amor ao seu povo, fez descer fogo do céu e consumir o
sacrifício de Elias no monte, e etc.
Com a chegada do Rei Jesus,
Deus Encarnado os céus se manifestam e no oriente surge o sinal da Estrela
Messiânica. Se levarmos em conta que cabiam aos sábios orientais o estudo da
astronomia - ciência bastante desenvolvida entre os persas babilônicos, terra
de origem dos magos que visitaram o Cristo - o sinal se deu no Cosmos e não foi
percebido pelos outros estudiosos, nem mesmo pelos severos interpretes da Lei,
os escribas e fariseus de Judá.
O sinal foi notório não
cabendo lugar para dúvida ou interpretações dúbias.
Era o sinal da chegada de um
rei, não um rei qualquer, mas O Rei chegava e era necessário prestar-lhes honra
e adoração, e aqueles homens largaram seus importantes afazerem nas cortes em
que serviam e partiram ao encontro daquEle por quem os céus manifestavam o
sinal de Deus.
A história desse sinal se
torna mais divinamente misterioso e introspectivo quando a estrela lhes serve
de guia até o local onde o Rei Jesus se encontrava. Divino porque Deus se dava
a conhecer a quem Ele queria, pois nem os sábio de Israel a perceberam ou se
alegraram com a notícia. Misterioso porque o fenômeno antes no Cosmos era
agora, algo bem perto e em movimento, rumo ao alvo específico: O Menino. Parando
onde Ele estava. Introspectivo porque apesar de Belém distar apenas 8 km de
Jerusalém, somente pelos magos do oriente ela era percebida, pela qual se
encheram de grande e intenso júbilo (Mateus 2.9-10). Essa expressão é a maior
descrição de alegria que Mateus cita em seu Evangelho.
A estrela era vista não com
os olhos naturais, mas pelos olhos da fé!
Os céus se manifestaram no
Tempo do Advento, e Deus, por seu Espírito nos soprou as Escrituras Sagradas
que d’Ele testificam. A Bíblia não pode ser compreendida pelo homem natural,
somente pelos nascidos do alto, na regeneração do Espírito Santo é possível
compreendê-la. E assim como a estrela guia dos magos, a Bíblia nos conduz a
Cristo, e ao encontrá-lo (ou quando somos encontrados por Ele) deve acontecer
em nós um grande e intenso júbilo, pois Jesus é a maior alegria do crente!
Feliz Natal! Natal de Jesus
Cristo.
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