quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Frustração



“E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente e viemos para adorá-lo” Mateus 2.2

Quando criança eu não gostava do Natal.  “É a festa dos ricos!” Costumava dizer minha mãe.
De fato, tudo no marketing do comércio natalino é feito para quem dispõe do poder aquisitivo oriundo do vil metal. Nos anúncios carregados da cultura do norte da Europa e da cultura americana, onde famílias divertiam-se trocando presentes em volta da lareira.
Não recebia presente no Natal, e embora houvesse uma tênue esperança da visita de um cara estranho, vestido de vermelho, num trenó puxado por renas, que respondia pela alcunha de Papai Noel; que eu via nas propagandas comerciais, ele nunca nos visitava. Meu irmão dizia que era por que não tínhamos lareiras, nem janelas onde por as meias na noite do Natal. Nossas meias eram bem pequenas e surradas, algumas até furadas. Talvez fosse por isso que não coubesse nenhuma lembrancinha.
É, e mesmo esse cara a quem chamavam de “bom velhinho”, e que provavelmente distribuía presentes de graça, inexplicavelmente, “só dava presentes para os que podiam comprar”, pensei assim muitas vezes.
Lembrando desses pensamentos infantis e vendo a selvageria comercial que se transformou não apenas o Natal, ma qualquer festividade cristã, fico a pensar na frustração de milhões que atingidos por este tipo mensagem aludem a um Jesus abastado sendo recebido com vivas e folguedos pelo seu povo quando nasceu.
Quando aprendi a ler e conheci a história do Natal de Jesus Cristo, pude então ser liberto do sentimento negativo que dispensava a ele, porque entendi a frustração foi à marca presente quando o Salvador nasceu.
Imagine a frustração dos magos do oriente: pensavam que trariam uma notícia festiva para Jerusalém, mas trouxeram medo e alarme para aquele povo, e em seguida, o assassinato das crianças em Belém Efrata (Mateus 2.16-18). Foi com dificuldades que José e Maria passaram aqueles tempos e, acolhida alguma receberam dos concidadãos mesmo ela estando em vias de dar a luz. Eles eram pobres. A oferta pelo resgate do primogênito que eles apresentaram no Templo, quando da consagração de Jesus foi um par de rolinhas, a oferta dos pobres (Levítico 12.8; Lucas 2.22-24).
Quando a nossa percepção do que se deu nessa noite única, quando nossa perspectiva não vai alem do natural humano, quando nossa fé é só uma crença abstrata, o Natal é tempo de Frustração, mas quando sabemos que se trata do Redentor prometido, vindo para esmagar a cabeça da serpente em sacrifício perfeito e cabal. Quando a manjedoura é o anúncio da cruz, o Natal é o tempo de nos voltarmos para o Deus que se fez carne para salvar os que crêem.

Que você tenha tido um feliz Natal! Natal de Jesus Cristo. 

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