“E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente e viemos para adorá-lo” Mateus 2.2
Quando criança eu não gostava
do Natal. “É a festa dos ricos!” Costumava
dizer minha mãe.
De fato, tudo no marketing do
comércio natalino é feito para quem dispõe do poder aquisitivo oriundo do vil
metal. Nos anúncios carregados da cultura do norte da Europa e da cultura americana,
onde famílias divertiam-se trocando presentes em volta da lareira.
Não recebia presente no Natal,
e embora houvesse uma tênue esperança da visita de um cara estranho, vestido de
vermelho, num trenó puxado por renas, que respondia pela alcunha de Papai Noel;
que eu via nas propagandas comerciais, ele nunca nos visitava. Meu irmão dizia
que era por que não tínhamos lareiras, nem janelas onde por as meias na noite
do Natal. Nossas meias eram bem pequenas e surradas, algumas até furadas. Talvez
fosse por isso que não coubesse nenhuma lembrancinha.
É, e mesmo esse cara a quem
chamavam de “bom velhinho”, e que provavelmente distribuía presentes de graça, inexplicavelmente,
“só dava presentes para os que podiam comprar”, pensei assim muitas vezes.
Lembrando desses pensamentos
infantis e vendo a selvageria comercial que se transformou não apenas o Natal,
ma qualquer festividade cristã, fico a pensar na frustração de milhões que
atingidos por este tipo mensagem aludem a um Jesus abastado sendo recebido com
vivas e folguedos pelo seu povo quando nasceu.
Quando aprendi a ler e
conheci a história do Natal de Jesus Cristo, pude então ser liberto do
sentimento negativo que dispensava a ele, porque entendi a frustração foi à
marca presente quando o Salvador nasceu.
Imagine a frustração dos
magos do oriente: pensavam que trariam uma notícia festiva para Jerusalém, mas
trouxeram medo e alarme para aquele povo, e em seguida, o assassinato das
crianças em Belém Efrata (Mateus 2.16-18). Foi com dificuldades que José e
Maria passaram aqueles tempos e, acolhida alguma receberam dos concidadãos
mesmo ela estando em vias de dar a luz. Eles eram pobres. A oferta pelo resgate
do primogênito que eles apresentaram no Templo, quando da consagração de Jesus
foi um par de rolinhas, a oferta dos pobres (Levítico 12.8; Lucas 2.22-24).
Quando a nossa percepção do
que se deu nessa noite única, quando nossa perspectiva não vai alem do natural
humano, quando nossa fé é só uma crença abstrata, o Natal é tempo de
Frustração, mas quando sabemos que se trata do Redentor prometido, vindo para
esmagar a cabeça da serpente em sacrifício perfeito e cabal. Quando a
manjedoura é o anúncio da cruz, o Natal é o tempo de nos voltarmos para o Deus
que se fez carne para salvar os que crêem.
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